da Redação
14 abril 2026
Às margens da represa de Três Marias, no coração de Minas Gerais, a Elemental Construtora ergue um dos empreendimentos imobiliários de alto padrão mais ambiciosos do país.
Com área de 6,3 milhões de metros quadrados em frente ao rio São Francisco, o projeto deve atrair famílias em busca de luxo, privacidade e contato direto com a natureza. O investimento estimado é de R$ 400 milhões, com Valor Geral de Vendas (VGV) projetado em R$ 2 bilhões.
Um novo destino mineiro
A região já é comparada a Capitólio, destino consagrado pelos esportes náuticos, mas Três Marias oferece uma escala diferente.
A represa comporta embarcações de até 70 pés, tem pontos de pesca de tucunaré reconhecidos e uma extensão de água doce protegida por reservas ecológicas. O território permanece inexplorado do ponto de vista turístico e imobiliário, o que é parte central do posicionamento do empreendimento.
Segundo Thiago Castilho, fundador da Elemental Construtora, o projeto foi criado em torno da ideia de formar uma comunidade de pessoas com aspirações semelhantes em relação à arte, à cultura, à gastronomia e ao modo de viver.
“Organizaremos encontros em São Paulo antes mesmo da entrega das unidades para estreitar o relacionamento entre os futuros moradores”, explica o empresário.
Arquitetura integrada à paisagem
Para garantir integração plena com o ambiente, Castilho convidou a arquiteta Delphine Araxi, que desenvolveu em parceria com Philippe Starck a curadoria conceitual e artística do Hotel Rosewood, em São Paulo.
“O conceito arquitetônico parte da paisagem para chegar à forma. Volumes baixos e alongados acompanham a topografia do terreno. Pedra do cerrado, madeira clara, argila e fibras trançadas dialogam com a vegetação local. As edificações não se impõem à paisagem: integram-se a ela”, afirma Araxi.
Na prática, isso se traduz em construções definidas como “casas suspensas”, com apenas três andares acima do térreo. O valor do metro quadrado parte de R$ 15 mil no lançamento e deve chegar a R$ 34 mil nas etapas seguintes.
Estrutura e fases
O programa será desenvolvido em cinco fases. A primeira, com início de obras previsto para agosto de 2026 e entrega estimada para 2029, compreende 39 apartamentos de um a quatro quartos, com metragens entre 200 e 800 metros quadrados, todos com vista direta para a represa.
A infraestrutura inclui marina para embarcações de grande porte, spa flutuante, haras, deques para pesca, restaurantes com curadoria gastronômica, espaços que integram arte e biblioteca, cinema flutuante e parceria com aviação executiva. Um campo de golfe está em estudo para uma área cuja topografia natural já sugere o traçado. O empreendimento já possui aprovações prévias da Prefeitura Municipal de Três Marias.
O idealizador
Fundador da Elemental Construtora, Thiago Castilho alavancou sua trajetória no ramo construtivo mineiro ao ser um dos pioneiros no uso do steel framing, numa época em que a tecnologia só era usada fora do país.
“Aos poucos, o mercado reconheceu essas vantagens. Alguns amigos que já conheciam essa técnica me pediram que construísse suas casas, como os cantores Marco Brasil, Gusttavo Lima e Matheus, da dupla com Jorge”, lembra Castilho.
“Com o Gusttavo e com o Matheus, eu comecei a enxergar outro mundo”, diz o empresário. “Um mundo onde as pessoas conheciam esse tipo de construção porque tinham viajado, porque tinham vivido em outros países, porque o pai de Matheus queria uma casa como as que vira na Holanda.”
Em paralelo, outra frente se abriu. Quando o governo federal passou a disponibilizar obras públicas de saúde em steel framing – UBSs, creches, hospitais – e a Caixa começou a financiar construções no sistema, quase ninguém no Brasil sabia executar. Castilho sabia. Uma empresa ganhou uma licitação sem ter a expertise técnica e o contratou. Ele fez a obra e depois fundou a Elemental Engenharia, em 2012, para disputar as próprias licitações.
O resultado foi uma sequência de contratos: mais de vinte hospitais, UBSs e unidades de saúde construídos em Minas Gerais e em outros estados. Cerca de mil obras no total – entre casas, apartamentos e equipamentos públicos. A Elemental foi crescendo, o portfólio se consolidou e Castilho deixou para trás a imagem do jovem empreiteiro para se tornar incorporador.
A aposta em Três Marias
A ideia de investir na represa surgiu após uma viagem com a esposa, Carla Bolla, dona do La Tambouille, restaurante tradicional de São Paulo. Ao conhecer a região, Carla confidenciou ao marido que a beleza do lugar estava à altura de destinos celebrados mundialmente, como o Lago di Como e o Lago di Garda, na Itália.
“Eu sempre acreditei na proximidade com a natureza para resgate do bem-estar. Por isso muitos dos meus empreendimentos são voltados para a segunda casa das famílias, onde elas possam se reunir nas férias e nos finais de semana para descansar”, explica Castilho.
Impacto econômico
O impacto econômico do empreendimento sobre o município de Três Marias deve ser expressivo, sem afetar o meio ambiente e a cultura local. A cidade registrou receita bruta total de R$ 246,6 milhões em 2024, segundo o IBGE.
Um empreendimento dessa envergadura, com 195 unidades ao longo das cinco fases e preço médio estimado em R$ 3,9 milhões por apartamento, representaria um acervo imobiliário privado de aproximadamente R$ 760 milhões em valor de mercado ao término completo do projeto.
Considerando uma alíquota de IPTU estimada entre 1% e 1,5% sobre o valor venal dos imóveis, a arrecadação direta do município pode chegar a entre R$ 3,8 milhões e R$ 7,9 milhões anuais, quando todas as fases estiverem concluídas e habitadas. Esse intervalo representa entre 1,5% e 3,2% da receita total atual da prefeitura.
O efeito indireto será ainda maior. A chegada de centenas de famílias de alta renda a uma cidade com menos de 30 mil habitantes e IDH de 0,752 cria uma demanda por serviços que a infraestrutura local ainda não oferece em escala. Restaurantes, mercados, academias, clínicas médicas, postos de combustível, comércio de artigos náuticos e hotelaria para visitantes de alto padrão tendem a se movimentar com a chegada de novos consumidores.
Além disso, a construção deve gerar postos de trabalho durante os anos de obras, em um município onde a remuneração média formal está em R$ 2,6 mil mensais, abaixo da média estadual.
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