da Redação
06 março 2026
Os carros eletrificados – elétricos e híbridos – caíram de vez no gosto dos consumidores brasileiros. Em fevereiro, foram 28.120 unidades de híbridos e elétricos emplacadas, o que corresponde a 15,9% de todos os veículos leves vendidos no país.
Desse total, 43% já foram produzidos em fábricas nacionais, a maior participação doméstica registrada na série histórica da Anfavea.
“O resultado dos investimentos em novas tecnologias e produtos é cada vez mais palpável”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea.
“Temos desafios para manter nosso crescimento dos últimos anos, e o mais novo deles é a guerra no Oriente Médio, que pode ter impactos macroeconômicos e logísticos. Porém, acreditamos na resiliência da cadeia automotiva brasileira e na firme intenção dos nossos associados de continuar investindo no país.”
Mercado interno e exportações
O mercado interno segue aquecido neste início de 2026. Os emplacamentos somaram 355,7 mil unidades no bimestre, repetindo o bom desempenho do mesmo período de 2025.
Fevereiro foi especialmente positivo, com média diária de 10,3 mil unidades, acima das 8,1 mil de janeiro e das 9,2 mil de fevereiro do ano passado. Trata-se da segunda melhor média para o mês em dez anos.
Apesar disso, a produção não acompanhou o ritmo das vendas. No acumulado do bimestre, foram 338 mil autoveículos produzidos, uma queda de 8,9% em relação ao ano anterior. O recuo foi puxado pela queda das exportações: apenas 59,4 mil unidades foram embarcadas, uma retração de 28% frente ao mesmo período de 2025.
“Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirmou Calvet.
Segmentos em contraste
Automóveis e comerciais leves: alta de 18% nos emplacamentos do bimestre.
Caminhões e ônibus: queda de 29,4% frente ao mesmo período de 2025. Apesar disso, fevereiro mostrou sinais de recuperação, com avanço de 4,5% sobre janeiro.
A expectativa de melhora no segmento de pesados está ligada ao programa Move Brasil, que incentiva a renovação da frota com taxas de financiamento reduzidas. Mais de R$ 4 bilhões já foram liberados pelo BNDES, destinados à troca de modelos antigos por seminovos ou zero quilômetro.
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